Luiz Fernando Carvalho cresceu vendendo picolé nas ruas de Uberaba e construiu uma carreira passando por eventos, publicidade e construção antes de encontrar, em uma sala de espera de clínica estética, a ideia que transformaria sua trajetória. A percepção de que muitos homens tinham resistência em assumir publicamente o interesse por tratamentos estéticos levou o empreendedor mineiro a criar, em 2019, a Homenz, rede de clínicas voltadas exclusivamente ao público masculino. Seis anos depois, a marca soma 71 unidades em operação no Brasil, mais de 50 em implantação e faturamento de R$ 160 milhões em 2025, contra R$ 100 milhões no ano anterior.
O ponto de partida foi modesto. Após um diagnóstico de câncer em 2017 que mudou sua relação com saúde e bem-estar, Luiz vendeu a produtora de vídeos que mantinha há duas décadas, fez um empréstimo de R$ 100 mil e iniciou a operação com equipamentos usados e estrutura enxuta. As primeiras clientes vieram pela rede de contatos construída ao longo da carreira. Em 2020, já com uma segunda unidade aberta em Ribeirão Preto, a pandemia impôs o desafio da gestão à distância — foi nesse período que o modelo de franquias começou a ser estruturado. Após uma imersão em Balneário Camboriú, o negócio foi formatado para expansão, e as primeiras franquias foram abertas em 2021, em Itajaí e Joinville.
Os serviços oferecidos incluem transplante capilar, depilação a LED, tratamentos faciais e corporais. Em 2025, foram realizados mais de 34 mil atendimentos, com destaque para mais de 17 mil procedimentos capilares, mais de 4 mil relacionados a cuidados faciais e mais de 3 mil tratamentos corporais. O projeto das unidades considera elementos como decoração, aroma e atendimento como parte da experiência oferecida ao cliente.
O crescimento da Homenz acompanha uma expansão mais ampla do setor em Minas Gerais. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar somava 3.390 unidades em operação no estado em 2025, crescimento de 14,4% em relação ao ano anterior, representando 18,1% do total de operações no estado.

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