Toda empresa tem um nome, uma fachada, um produto. Mas por trás de tudo isso, existe uma história que quase ninguém vê. O quadro “Minha Empresa, Minha História” nasce exatamente para isso: mostrar o lado humano dos negócios. Quem está por trás, o que viveu, o que enfrentou — e como tudo isso se transformou em empresa. Dessa vez, a história começa com Alexandre — e com a Jhamba Store.
Antes de existir loja, vitrine ou cliente, já existia uma inquietação. Alexandre tem 33 anos, mas essa vontade não começou agora. Veio de muito antes. De quando ele ainda era criança. Enquanto muita gente dormia no domingo de manhã, ele acordava cedo para assistir o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Na época, não fazia muito sentido. Era só algo que chamava atenção. Hoje, olhando para trás, ele entende: aquilo já era um sinal.
Em 2017, a realidade era bem diferente. Ele morava em Sete Lagoas e trabalhava em uma loja de conveniência de posto de gasolina. Turno pesado. Noite inteira. Das 19h às 7h. Escala 12 por 36. Enquanto isso, carregava uma ideia. Ele observava um movimento novo surgindo: pequenas lojas de roupas masculinas, com estilo, variedade e preço mais acessível. Algo que, na prática, fazia falta onde ele veio.
Na cidade de Inimutaba, a realidade era outra. Quem queria se vestir bem, com roupas da moda, precisava ir até Curvelo — e pagar caro por isso. A demanda existia. Mas ninguém estava atendendo. Foi ali que a ideia deixou de ser só pensamento.
No começo, o plano era simples: abrir uma loja como renda extra, algo que funcionasse sozinho enquanto ele continuava trabalhando. Mas a vida não costuma seguir plano. O primeiro grande empurrão veio de um momento difícil. A namorada da época — hoje esposa — perdeu o emprego depois de uma mudança na empresa onde trabalhava. Era uma fase incerta. Mas foi justamente desse momento que surgiu a oportunidade. Com parte do acerto dela, somado ao pouco que Alexandre tinha — e depois ao acerto dele também, quando decidiu sair do emprego — nasceu o capital inicial. Não era muito. Mas era o suficiente para começar.
O primeiro ponto comercial não era uma loja. Era a garagem da casa da mãe dele, em Inimutaba. O espaço estava deteriorado. Tinha até um carro parado ali há muito tempo. Eles tiraram o carro, reformaram o lugar, adaptaram como dava — e transformaram aquela garagem em um começo. A primeira compra também foi no improviso. Alexandre pegou um ônibus para São Paulo, sem conhecer ninguém, sem experiência, sem referência. Levava cerca de R$ 1.500 no bolso. Foi direto para o Brás. Voltou com aproximadamente 100 camisetas e alguns bonés. Era pouco. Mas era o estoque de um sonho. Complementou com mais algumas peças no cartão de crédito — com limite baixo mesmo. E abriu. Sem inauguração. Sem evento. Sem estrutura. Só abriu e começou a divulgar no Facebook.
O caminho, claro, não foi linear. Em 2020, veio a pandemia. E com ela, o impacto. Alexandre quebrou, como muitos outros pequenos empresários naquele período. Foi um daqueles momentos em que tudo parece desmoronar — e você precisa decidir rápido o que fazer. Ele tinha duas opções: fechar a loja ou arriscar tudo. Na época, o único bem que ainda tinha valor era um carro. Um Gol G5 2012. Ele vendeu. R$ 21.500. E colocou todo o dinheiro na Jhamba Store. Sem garantia. Sem segurança. Só decisão.
A partir dali, a postura mudou. Mais foco. Mais estratégia. Mais trabalho. Contratou o primeiro funcionário, investiu em divulgação, cuidou do atendimento de forma minuciosa e começou a reconstruir. O resultado veio. 2021 foi um ano de virada. 2022 confirmou. E o crescimento não parou mais.
Hoje, a Jhamba Store já ultrapassou as fronteiras da cidade. Clientes vêm de outras regiões, de outros estados — e até de fora do país. Além disso, a loja também envia pedidos para todo o Brasil. Tudo isso saindo de uma cidade pequena, com cerca de 6 a 8 mil habitantes. Mas talvez o diferencial nunca tenha sido só o produto. E sim o cuidado. O atendimento próximo. O carinho com cada cliente. A atenção aos detalhes.



Agora, a Jhamba Store vive um novo momento. Está passando por uma ampliação, com uma nova estrutura, mais moderna e mais ousada. Em outubro, completa 9 anos. E a nova fase marca não só o crescimento da empresa — mas a evolução de tudo que começou lá atrás, naquela garagem.
No fim, a história da Jhamba Store não começa com uma loja. Começa com um menino que acordava cedo no domingo sem saber por quê. Com um jovem que enxergou uma falta na própria realidade. Com um homem que, quando precisou, apostou tudo no que acreditava. Porque às vezes, construir uma empresa não é sobre abrir portas. É sobre não desistir quando todas parecem se fechar.
Toda empresa tem uma história. Se você também acredita que a sua trajetória merece ser contada — não só como negócio, mas como construção de vida — esse espaço está aberto. Me chama e vamos contar a sua história também.

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