Alerta de Saúde: Curvelo entra em período crítico para doenças respiratórias com a chegada do outono

O outono chegou à região central de Minas Gerais e, com ele, um desafio que se repete a cada ano: o aumento das doenças respiratórias. Em Curvelo, a combinação de queda nas temperaturas e redução da umidade do ar torna o período entre abril e maio o ponto de maior atenção para o sistema de saúde local.

A mudança climática exerce um estresse real sobre o organismo. O nariz funciona como um filtro que aquece e umidifica o ar antes que ele chegue aos pulmões, mas com o clima seco e frio típico desta época em Minas Gerais, a mucosa nasal resseca e o sistema natural de limpeza das vias aéreas opera com mais lentidão. Esse enfraquecimento abre caminho para a entrada de vírus. Em 2025, o Brasil registrou mais de 120 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com quase metade das ocorrências concentrada justamente no pico do outono.

Um equívoco comum na região é acreditar que “tomar vento” ou “ficar descalço” causa resfriado diretamente. A ciência, porém, aponta outro caminho: o frio isoladamente não infecta. O que ocorre é que, ao sentir frio, as pessoas tendem a se reunir em ambientes fechados e pouco ventilados — e é nesses espaços que a transmissão de vírus e bactérias se intensifica. Além disso, a variação brusca de temperatura entre as tardes quentes e as noites frias de Curvelo pode desencadear a rinite vasomotora, uma irritação nasal frequentemente confundida com resfriado.

Saber diferenciar os sintomas é fundamental para buscar o cuidado adequado no momento certo. A rinite alérgica se manifesta com espirros, coceira e coriza clara, sem febre. O resfriado comum tem evolução leve, dura entre cinco e dez dias e melhora progressivamente. Já a gripe se distingue pelo início súbito, com febre alta, dores no corpo e tosse persistente. Caso os sintomas durem mais de dez dias sem melhora, ou se houver secreção espessa e febre alta, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde ou UPA em Curvelo.

Entre as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias, a vacinação contra a gripe é apontada como a principal. Grupos prioritários não precisam esperar o frio se intensificar para procurar o posto de vacinação. A hidratação também é essencial neste período de ar seco, assim como a higiene nasal com soro fisiológico. Manter ambientes ventilados, mesmo com frio, e evitar aglomerações em locais fechados são atitudes simples que fazem diferença. Quem utiliza aquecedores ou ar-condicionado deve lembrar de limpar os filtros regularmente.

Este conteúdo tem caráter informativo. Em caso de sintomas persistentes, febre alta ou dificuldade respiratória, procure orientação médica na rede de saúde do município.

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