Quem não atualizar o RG até maio pode enfrentar bloqueios em serviços e benefícios sociais

A transição para a nova Carteira de Identidade Nacional — a CIN — entrou em uma fase que exige atenção redobrada de quem ainda não fez a atualização. O governo federal intensificou a recomendação para que os mineiros não deixem a migração para a última hora, sobretudo aqueles que dependem de benefícios sociais ou que precisam de integração imediata de dados em cadastros públicos.

O ponto central da mudança é a unificação da identidade sob o número do CPF. Pelo antigo sistema, cada estado emitia seu próprio número de RG, o que gerava duplicidade de registros e abria brechas para fraudes. Com a CIN, isso muda: um único identificador nacional passa a valer em todo o território, alinhando o Brasil a padrões internacionais de segurança documental já adotados em diversos países.

Embora o RG antigo continue sendo aceito legalmente até fevereiro de 2032, os efeitos práticos da não atualização podem aparecer antes disso. Beneficiários de programas sociais federais são os mais vulneráveis a esse cenário: os novos protocolos de segurança já foram incorporados às exigências de vários auxílios, e inconsistências cadastrais podem travar o acesso a pagamentos no curto prazo. Quem ainda não registrou biometria em nenhuma base de dados tem até janeiro de 2027 para emitir o novo documento. Já quem já tem biometria cadastrada, mas ainda não solicitou a CIN, pode fazer isso até janeiro de 2028.

O novo documento é também mais completo. Além dos dados tradicionais — nome, filiação e fotografia —, a CIN pode incluir tipo sanguíneo e a condição de doador de órgãos. Tecnologicamente, conta com QR Code para autenticação rápida e uma zona legível por máquina no padrão MRZ, o mesmo utilizado em passaportes internacionais. A versão digital, acessível pelo aplicativo gov.br, tem a mesma validade jurídica do documento físico.

A emissão da primeira via é gratuita em todo o estado. O agendamento é feito de forma eletrônica pelo Instituto de Identificação de Minas Gerais, vinculado à Polícia Civil. No momento do atendimento, são coletadas digital, foto e assinatura. Quem quiser incluir tipo sanguíneo deve levar um documento comprobatório. Para dar entrada no processo, basta apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.

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